
É impressão minha ou anda todo tipo de moçoila à procura de príncipe destes tempos? Bom, todas não. A Porcotte Maria parece-me bem servida. E a outra gaja também não se queixa. Ah e aquela... essa até é casada. Se bem que um belo de um príncipe... acho que não o despachava assim tão rapidamente (cof cof).
Bom, mas no geral vá. E não estou a falar do Príncipe das histórias que nos contam quando somos miúdas, assunto que ainda para mais aqui a je e a Porcotte têm explorado em grande detalhe e minúcia. Não. Estou-me mesmo a referir a aquela espécie mais valiosa de homem. E tenho a dizer, que noto esta necessidade também nos homens. "Já me encontraste uma princesa?" é uma das frases mais frequentes do meu amigo F (a outra está empatada entre o "bom, vi alta gatinha no outro dia" e "call me! bjs").
Temos tendência para transformar todos os nosso desejos num estereótipo que denominamos de príncipes e princesas sabemos lá porquê. Eu não sei pelo menos. Já disse, e voltei a repetir, que deixei de acreditar nisso há muito tempo. Bem antes do Pai Natal, e bem depois de os M&M's terem todos um sabor diferente variante com a cor. Não acredito nessa entidade ideal e perfeita, e não busco isto. Mas pensando bem, hoje cheguei à (milagrosa) conclusão que acho que nenhum de nós busca isso na realidade.
Gostamos de usar estes termos, mas o cliché é que a única perfeição que queremos destes seres, é que sejam perfeitos para nós apenas. E isso... já acho mais ponderável, quiçá possível. Sobretudo se a fasquia não for muito alta. Sim, porque continuam a dizer que há por aí muito peixe. Cardumes, dizem. Não sei... eu devo andar a ver pelos lados errados, com certeza. Praí nas entranhas do Tejo ou assim. É que sinceramente só vejo peixes com três olhos, aquele bigodão manhoso, ou com uma das barbatanas meia atrofiada estilo Nemo. Mas às tantas não sei, poderá apenas ser que falo muito, mas a verdade é que a minha fasquia é demasiado alta. E entrar neste assunto demasiado filosófico agora maça-me.
Por isso o meu conselho é (isto porque fica sempre bem no final de um post uma moral ou um conselho, para ele não parecer totalmente disparatado, ou devaneio de louca, cansada no início de semana): se procuram príncipes ou princesas, não vão para o Tejo. De resto, you're on your own. Se soubesse onde isso se procura, não estaria aqui a escrever este post.
(E F. se dizes "isso não se procura, encontra-se" acho que te dou com o peixe da barbatana atrofiada nas trombas... mas com muito carinho claro... cof cof...).
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